Programa Escola+Paz é lançado em Porto Alegre

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Data: 21/11/2018

Postado por: bighouseweb

A abertura do Seminário Internacional pela Justiça e Construção de Paz nas Escolas, nesta quarta-feira (20), no Auditório do Ministério Público em Porto Alegre, marcou o lançamento do Programa Escola+Paz. A iniciativa prevê a utilização das práticas da Justiça Restaurativa na solução de conflitos escolares e está sendo realizada pelo governo do Estado do Rio Grande do Sul, através do Programa de Oportunidades e Direitos (POD) e das Cipaves, em parceria com a Ajuris.

A metodologia do Escola+Paz para difundir a cultura de paz ocorrerá através da formação e suporte a um grupo de 20 multiplicadores, que deverão formar outros 1.200 facilitadores de práticas restaurativas. A estratégia de pacificação será aplicada em comunidades escolares de seis territórios da Região Metropolitana de Porto Alegre. Abrangerá a Capital (os bairros Restinga, Cruzeiro, Lomba do Pinheiro e Rubem Berta), Alvorada e Viamão.

Programa Escola+Paz é lançado em Porto Alegre

Por meio de oficinas, formações básica e avançada e estágios práticos serão realizadas as formações. Ao final do projeto, haverá a implantação de núcleos e centrais de práticas restaurativas nas localidades abrangidas. “A Ajuris atuará na posição de formadora da equipe de 20 profissionais, que serão multiplicadores de práticas de Justiça Restaurativa em seis regiões de grande conflagração de violência. As escolas serão convidadas a implantar as práticas restaurativas no seu cotidiano como ferramenta pedagógica e instrumento de fortalecimento do convívio escolar e resolução de conflitos”, destacou o juiz Leoberto Brancher, coordenador de Formação em Justiça Restaurativa da Escola da Ajuris.

A secretária de Desenvolvimento Social, Trabalho, Justiça e Direitos Humanos, Maria Helena Sartori, destacou que o projeto reforça as ações do governo estadual nas escolas como uma estratégia para promover a cultura da paz. “Nenhuma política pública será completa e efetiva se não atuarmos na prevenção. Nós precisamos entender a criança, o adolescente, o jovem para prevenir o envolvimento em conflitos e trabalhar a restauração de vínculos e a solução desses conflitos de forma não violenta quando ocorrem”, afirmou. Maria Helena acrescentou que “esse modelo que está sendo implantado com a parceria de especialistas em Justiça Restaurativa é o que vai auxiliar na construção do futuro da sociedade, com garantia de direitos e promoção de oportunidades”, concluiu Maria Helena.